Foram realizadas 53 colheitas de sangue e 105 inscrições de dadores de medula óssea na acção realizada nas Instalações dos Bombeiros Voluntários do Barreiro-CSP.
A Praceta José Domingos dos Santos, não está identificada há anos – não sendo assunto resolvido nem pela gestão CDU, nem pela gestão PS.
Fazer este jornalismo de proximidade permite-nos sentir as pessoas, as vivências do quotidiano. Os problemas. As emoções. As alegrias.
Um beijo do coração para a Iara
Recebemos aqui, na redacção esta nota, e, são estes registos que valem e dão força para estar aqui e não desistir de fazer jornalismo – fazendo cidade e fazendo cidadania. Aqui fica o registo, como o nosso abraço solidário.
Boa noite Exmos Srs, O meu nome é José Ferreira e sou o pai da pequena Iara, a menina barreirense que necessita de um transplante de medula óssea. Venho por este meio agradecer a vossa disponibilidade e apoio na divulgação da campanha de recolha de dadores de sangue e inscrição de dadores de medula óssea.
A acção foi muito boa, com uma grande adesão da população em geral. Foram realizadas 53 colheitas de sangue e 105 inscrições de dadores de medula óssea na acção realizada nas Instalações dos Bombeiros Voluntários do Barreiro-CSP. Em virtude de ter tido uma grande adesão, não foi possível realizar a colheita/inscrição a toda as pessoas que ali se deslocaram, tendo ficado pré-agendada uma nova acção a decorrer muito em breve no mesmo local. Os Barreirenses responderam ao apelo, e todos vão ter a oportunidade de fazer a sua doação. Com os melhores cumprimentos, José Ferreira
NÚM3RO5 À S3XTA
Francisco Cabral, que desconhecemos, todas as semanas, à sexta-feira, faz chegar à nossa redacção, os «números à sexta», aqui fica o registo e o compromisso de, sempre que editemos a «Rota 66», numa sexta, serão editados os seus números, sempre curiosos: 53.600.000 - Toneladas de lixo electrónico produzido em 2019, em todo o mundo, um aumento de 20% em cinco anos (Fonte: ONU) 37% - Proporção estimada da população portuguesa que, em 2080, será idosa. Actualmente é de 22% (Fonte: INE) €445.400.000 - Valor do contrato assinado pelo quarterback da NFL Patrick Mahomes, o maior de sempre na história do desporto (Fonte: NFL) Bom fim-de-semana! Francisco Cabral
Reabertura do «Crepe Louvers – Garage»
Em tempo de COVID, o comércio local, as restauração, os bares, são, entre muitas outras, actividades que sentiram os efeitos da Pandemia. A vida começa a recompor-se e, aqui fica um registo, amanhã, dia 11 de Julho, pelas 15 horas, será a reabertura do «Crepe Louvers – Garage» agora no Pateo Albers, nº 26, com novas ementas, pateo e esplanada. O encerramento está agendado para as 23 horas.
O pelourinho da Urbanização dos Loios – Parte II
Lá continua erecto, em plena Urbanização dos Loios, aquele pilarete, onde outrora existiu uma placa toponimica. Foi alertada a Junta de Freguesia do Lavradio, e, posteriormente a Junta de Freguesia da União de Freguesias do Barreiro e Lavradio, na gestão CDU, assim como da gestão PS, por empresários da zona, nomeadamente da Clinica dos Loios, que diariamente recebe utentes, de vários pontos da região. Por vezes andam à procura onde é a Praceta José Domingos dos Santos. Nós já editamos, aqui, no jornal, com ironia notas sobre esta matéria. Mas lá continua. Há anos. O assunto é do conhecimento da União de Freguesias a quem está delegada a competência e recebe verbas da Câmara Municipal do Barreiro, para gestão de placas toponimicas. Podiam muito bem retirar o pilarete - pelourinho – e colocar as placas toponimicas numa parede. A Praceta José Domingos dos Santos, não está identificada há anos – não sendo assunto resolvido nem pela gestão CDU, nem pela gestão PS. A autarquia ignora o assunto. Cá iremos retomando o tema, divertidamente. Antigamente podia ser uma prova para demonstrar – “Assim se vê, a força do PC»; agora deve ser «Assim tem o que merece, quem se mete com o PS». É de justiça que seja colocada um placa toponimica na Praceta. E. certo, deixem lá ficar o pelourinho, até é giro...é um imagem das dificuldades financeiras e da acção do Poder Local.
Um destes dias ao passar na Escola Conde Ferreira e observei o «estado de abandono», o desleixo daquele equipamento público, onde há 150 anos nasceu o ensino primário no concelho do Barreiro. Fiquei triste.
“Não vou deixar de ter os amigos que quiser no facebook”, concluia. Escutei. Olhei o Tejo. Sorri.
Os dias, todos os dias, são noticia e podem fazer noticia, basta querer sentir as palavras e os sinais da vida que pulsam no quotidiano.
Lá se foi a «casa comum do associativismo»
Em tempos idos, naquelas minhas reflexões que nascem nas coisas que a vida proporciona para pensar a realidade, senti, ou pensei, que na Escola Conde Ferreira, tal como na ADAO, estavam a emergir dois projectos de acção interassociativa, de colaboração entre grupos formais e informais, que seriam, ou poderiam ser observados como experiências inovadoras do estar e fazer associativismo. Um associativismo de «casa comum», uma «holding associativa». Um caminhar para novas experiências. Um destes dias ao passar na Escola Conde Ferreira e observei o «estado de abandono», o desleixo daquele equipamento público, onde há 150 anos nasceu o ensino primário no concelho do Barreiro. Fiquei triste. Afinal, ali, pelo menos ali, a experiência fracassou, talvez, porque vai ficar à espera de um investidor que olhe aquele espaço e...pronto! Bolas, com tantas ligações ao Poder Central, até podiam tentar fazer a diferença da CDU, e, se acham que a «casa comum do associativismo» não faz sentido, então, talvez, fazer nascer um «Centro Interpretativo do Tejo», ou uma Pousada da Juventude...façam um concurso de ideias. Assim como está é muito triste... Metam cá aulas da UTIB! Metam cá jovens! Usem-me, porra!
Cuidado com os amigos que tens no facebook
Estava sentado numa esplanada e, nestas circunstâncias, mesmo com o distanciamento fisico, entre as mesas, numa mesa ao lado três jovens conversavam descontraidamente. Em certo momento, que olhei para o Tejo a distrair os olhos das páginas do jornal, escutei os sons que ecoavam, misturados com o som dos pássaros. Uma das jovens, referia que, na sua vida profissional, uma chefia disse-lhe para ter cuidado com os amigos que tinha no facebook. Alertando-a, que, “eles reparam nisso”. Vigiam quem são as pessoas que são amigas e as conversas. “Não vou deixar de ter os amigos que quiser no facebook”, concluia. Escutei. Olhei o Tejo. Sorri. Fiquei a pensar que mundo é este que estamos a construir, afinal, já não são precisos «bufos» para espiar as nossas vidas, os nossos relacionamentos e conversas. E isto, hoje, ano 2020, Julho, acontece, na cidade dos cravos e da Liberdade, como, afinal, um pouco por todo o mundo!
Leitura – O tacho garantido
“Em Portugal, há sempre solução para tudo. Tanto se arranja um lugar no aparelho de Estado para quem tem currículo e conflito de interesses, como se arranja um lugar no aparelho de Estado para quem não tem conflito de interesses nem currículo. A única coisa que se tem de ter é isto: uma relação de amizade ou de dependência estratégica com quem está no poder. Garantido isto, há sempre tacho e há sempre justificações para o tacho, por mais espatafúrdias que elas sejam.” In crónica - «O respeitinho não é bonito», de João Miguel Tavares, no jornal «Público», de 9 de Julho de 2020.
Recordando...assim vai o mundo!
A República Popular da China criou o Gabinete para a Salvaguarda da Segurança Nacional do Governo Central na Região Administrativa Especial de Hong Kong, com função de controlar o cumprimento da Lei de Segurança Nacional, e, monitorizar as condutas que incorram na prática de crimes, desde o «terrorismo» à «conspiração com potência estrangeira». As condenações podem ir até à prisão perpétua.
No dia de hoje, em 8 de Julho de 1497, partiu Vasco da Gama, do Tejo, rumo à India, uma viagem narrada pelas mãos de Álvaro Velho, do Barreiro, no seu «diário de bordo».
O populismo sempre se alimentou de falsas emoções e vagas sensações, mas também de frustrações e ressentimentos de camadas de população, que deram sustentáculo ás suas provocações e intrigas.
Efeméride – Recordar Álvaro Velho
No dia de hoje, em 8 de Julho de 1497, partiu Vasco da Gama, do Tejo, rumo à India, uma viagem narrada pelas mãos de Álvaro Velho, do Barreiro, no seu «diário de bordo» - «Roteiro da Viagem que em Descobrimento da Índia pelo Cabo da Boa Esperança fez D. Vasco da Gama em 1497». José Caro Proença, “epistemólogo” – como ele se definia – colocou Álvaro Velho e temática dos descobrimentos na agenda cultural e politica do concelho do Barreiro. Foi, através da sua influência como membro da Academia da Marinha, que, há 23 anos, neste dia, aqui no Barreiro, foram celebrados os 500 anos desta epopeia. O Barreiro recebeu com pompa e circunstância as celebrações nacionaias desta página da história de Portugal e da humanidade. Fica o registo, hoje, que são celebrados os 523 anos desta data histórica, o dia que abre o «diário de bordo» do Manuscrito de Álvaro Velho.
Leitura – O populismo
“O populismo sempre se alimentou de falsas emoções e vagas sensações, mas também de frustrações e ressentimentos de camadas de população, que deram sustentáculo ás suas provocações e intrigas. A doutrina e modo de comunicação de qualquer grupo populista é necessariamente simplista, fácil de apreender por todos e contém inevitavelmente uma mensagem de ilusória sedução e utopia. O populismo foge como diabo da cruz do que é racional e objectivo, do pensamento estruturado, seriamente fundamentado, baseado na complexidade do real e das interacções e constrangimentos que pautam o desenvolvimento das sociedades humanas. Basta dizer que “tudo é possível” para que largos sectores fiquem maravilhados e acariciem, de forma convicta e subliminar, os sonhos populistas” Paula Teixeira da Cruz In Crónica «Crise sanitária e populismo», no jornal «Público», dia 8 de Julho de 2020.
O último romance de Fernando Sobral
Já está nas minhas mãos o romance - “A grande dama do Chá”, de Fernando Sobral. Iniciei a sua leitura. Mais uma obra do jornalista e escritor barreirense. Uma obra com a chancela da editora «Arranha Céus», pode ser adquirida na Livraria Bertrand, no Forum Barreiro. Ainda somos uma cidade com a honra de contar com uma livraria que nos proporciona o acesso a todas as obras de referência. Pelo que apurámos, no dia da compra do livro, os dias de COVID, afectaram um pouco a vida normal, mas, agora de novo, os leitores começam a voltar e o ritmo está sendo retomado. Obrigado à Bertrand, por manter esta sua livraria, aqui, no centro da cidade do Barreiro. Visitem. Há sempre novidades.
UTIB Teatro – 14 anos
Pelo que lemos nas redes sociais já está editada a obra de Luciano Barata e Maria João Quaresma - "A Idade Maior". Um livro que proporciona um encontro com as memórias de 14 anos de trabalho da UTIB – Teatro. Um livro de 252 páginas com histórias e imagens.
O mamarracho
Já está em fase final a obra da rotunda do Lavradio. Hoje, falando com uma jovem que falava do antigo momumento como o «mammarracho», falei-lhe do sentido estético, que, afinal é isso que dá a dimensão a uma obra de arte. Contei-lhe o significado do ferro e do betão. “Nunca ouvi falar nisso, nunca divulgaram”, disse. E nos seus olhos senti que ao compreender o significado da obra o seu pensamento de mamarracho esmoreceu. Eu sorri e disse-lhe que, não faz mal, agora sim, já temos ali um «monumento» rodeado de cravos e bem escrita, lá está, a palavra «Liberdade». É muito bonito. Os cravos. A Liberdade. No centro o que será, para sempre o «mamarracho». Como alguém perito no saber dizia, não sei se isto já vinha de trás, ou se foi criatividade daquela que nasce com pujança de quem gosta de «desconstruir». Está feito. Sim, ainda foi há poucos dias que saltou, lá do cimo, o pau da bandeira do «Euro 2004». Podia ter ficado. O «Mamarracho». Pronto, finalmente temos o «Mamarracho», que é, afinal, aquilo que resta quando se destrói uma obra de arte. E, assim, lá se foi a obra de um grande senhor do Barreiro. Não sei se vinha de trás, ou se, afinal, vem do que está para a frente, do tanto que está para vir e anunciado. Aqui também há um toque especial, este vem de Espanha. Ecce Homo, lembram-se?! José Cândido, que desculpe!