Digam lá que não há estratégia, digam lá...

Na verdade confundir a existência de obra, com a existência de estratégia é de quem vê na estratégia um mero caderno de encargos.
Os troileiteiros
Os troileiteiros são os comentadores das redes sociais que se escondem no anonimato, por trás de perfis falsos, são criados para gerar correntes de opinião, ou forjar correntes de opinião. Alguns vão sendo conhecidos, até, pela pouca criatividade dos seus criadores – são João S.; João B. Ou Tranquedo João, mas, regra geral surgem associados à mesma tipologia de amigos, residemem em Cascais, ou em Lisboa, mas estão muito atentos à vida do Barreiro, muito particularamente á imprensa local e aos seus conteúdos, que criticam, adjectivam e caluniam.
Ah, é verdade, depois também existem uns seres humanos, reais, cultos, democratas, que, não são troileiteiros, esses são mais «provedores de opinião», fazem perguntas, lançam anátemas, tudo o que dsicordar das suas opiniões é lixo. Gente boa, fina, que falando em democracia e liberdade, apenas destilam ódio e intolerância, não sabem conviver com opiniões contrárias, são uma espécie de «nova élite bem pensante», que não percebenm que a liberdade deles começa onde começa a liberdade de outros, que não sabem respeitar, porque cultivam o pensmaent único e a verdade única.
Freud, explica isso!
O lixo na rua
Eram 11 horas da manhã. A senhora, uma jovem, talvez na ordem dos 40 anos, seguia de saco na mão, abriu a porta do carro, entrou, e, discretamente, num acto de quem não sabe, ou não quer respeitar o espaço comum, deixou do lado de fora, no passeio, o saco do lixo. Ligou o carro e lá foi, no passeio ficou o saco negro, que, não quis ir colocar nos contentores, ali, a cerca de 50 metros.
Foi tão rápido que fiquei a olhar o saco, com surpresa. Registo esta cena e recordei, fotos publicadas nas redes sociais, de sacos de lixo nas ruas, e, criticando-se a autarquia. Estávamos em vésperas de eleições e havia que se deliciasse a potenciar a divulgação desta fotos. A culpa era da Câmara.
Um dia em conversas, com alguém, recordei a que essa era uma forma muito negativa de fazer politica. Recordei que isso iria continuar, fosse quem fosse a liderar a autarquia, porque a ‘cultura’ vigente é, essa, que apenas tem por principio exigir do Poder Local, mas, na prática, demite-se de cumprir o minimo que é cumprir a responsablidade social, o dever de cada cidadão respeitar o que é de todos – o espaço comum. Recordei esses dias pré-eleitorais, esse tempo feiti de chico espertismo. É o que temos. É vida.
A obra e a estratégia
Uma das coisas que hoje registei, nessas tretas que fazem o quotidiano das redes sociais, onde muitos pensam que é o lugar de fazer politica, de criar ilusões, de gerir a vida pública.
Registei aqule discurso de obras. Um listagem enorme de ditas obras, essas que estão a mudar o Barreiro, as tais que pelo dito, são coisa nunca vista, porque durante quarenta anos ninguém fez obra neste concelho.
Até acho bem que se faça a listagem de obras, que se demonstre o que se faz, mau seria nada que nada fosse feito. Sim, notei que algumas coisas da listagem são obra, outras são mera intenção de obra. Umas de ontem. Outras de terceiros.
Li com atenção e verifiquei que, nada daquilo era coisa nova, quer no fazer, quer no projectar. Mas, enfim, isso é a politiquice, é a pré- campanha eleitoral. Tudo bem, são obras, senhor são obras, e, se são obras, divulgue-se ou anuncie-se. Isso é positivo.
O meu espanto foi o articulista ter uma confusão conceptual, afirmando que a existência de obras era uma prova da existência de estratégia. Que tem uma coisa a ver com a outra?, interroguei-me.
Na verdade confundir a existência de obra, com a existência de estratégia é de quem vê na estratégia um mero caderno de encargos.
A estratégia é pensamento politico, visão de futuro. A obra é realização de projectos, podem, ou não, inserir-se numa estratégia.
Basta só, observar no referido, a pavimentação de ruas. Se isto é estratégia, então, certamente, a varrição de ruas ser táctica. Coisas.
Digam lá que não há estratégia, digam lá...
S.P.