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Rota 66

Rota 66

As autárquicas estão na rua...

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E, pouco a pouco, as eleições autárquicas começam a tomar posição no espaço público e nas redes sociais.

O PS e PSD foram os que se colocaram já na linha de partida. A CDU tudo indica vai colocar Carlos Humberto na corrida. O BE começou a agitar-se. O CDS/PP para a semana dá noticia do seu candidato, deve ser Hélder Leal Rodrigues.

 

Bruno Vitorino vai mais para além do PSD

E cá estamos a passos largos a caminhar para as eleições autárquicas. Elas já agitam as ruas. Surgem os primeiros ‘out door’, das duas forças que ao longo do actual mandato autárquico estabeleceram entre si um acordo de gestão municipal, e, agora, naturalmente, em vésperas de acto eleitoral, como é óbvio distanciam-se, dado que não se vislumbra que pudesse surgir um cenário politico que transformasse esse acordo numa eventual aliança eleitoral.
O PSD coloca na rua, no centro do Barreiro, o primeiro ‘out door’ com o rosto do seu candidato à presidência da Câmara, Bruno Vitorino e lança o primeiro tema, aquele que é uma bandeira dos socias democratas - a segurança pública, da criação da policia municipal.
Retoma, portanto, um tema da anterior campanha, aliás, esta é uma temática tradicional do PSD. Portanto, para já, nada de novo.
De referir que Bruno Vitorino o rosto do PSD é, certamente, um dos politicos mais experientes do concelho do Barreiro. O ser de direita num concelho que respira à esquerda coloca-o em desvantagem, mas, é o rosto com mais condições para juntar os votos do centro direita e até alguns eleitores sem opções claras. O Bruno Vitorino acrescenta ao PSD a sua dimensão de politico culto e estratega. É um politico com valores. Tem uma visão para o Barreiro, que, pode considerar-se em termos pragmáticos, não está longe das opções que têm sido tomadas pela actual liderança do municipio.

Carlos Humberto – acrescenta valor à CDU

Dizia Marques Mendes, na SIC, que a CDU lança um «candidato de peso» no Barreiro, Carlos Humberto, anterior Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, e actual Primeiro Secretário da Área Metropolitana de Lisboa.
Carlos Humberto é um senhor da politica. Um homem que vive a politica como um ideal. A sua gestão na presidência da Câmara Municipal do Barreiro deixou obra feita e legou ao actual mandato um municipio financeira mente desafogado, com matérias em fase de resolução, com projectos que era só dar o pontapé de saída, desde a recuperação das zonas próximas do POLIS, passando pelos terrenos do Gaio e Doca Seca, os novos autocarros dos TCB, as obras na zona das AUGI ‘ s, e, tanta coisa que esta gestão em exercicio devia no minimo ter sido grata e respeitado o homem, mesmo que não respeitasse o politico, como aconteceu numa recente Assembleia Municipal.

Embora não seja oficial, tudo indica que vai ser o candidato da CDU. Uma boa aposta, porque Carlos Humberto, acrescenta á CDU, a sua dimensão politica de homem integro e que tem um grande amor ao Barreiro. Um politico com valores, um politico que coloca em primeiro lugar o Barreiro. Tem todas as condições subjectivas e objectivas para reconquistar a Câmara Municipal do Barreiro.
Admiro a sua coragem de recandidatar. Ele podia, perfeitamente, desligar a acção poltica, ir descansar, mas, vai entrar nesta batalha, talvez até, perca ou ganhe, para esclarecer os barreirenses, muita coisa que tem sido dita, e, ao longo destes anos após 2017, ele, de forma nobre e séria optou por remeter-se ao silêncio.
A resposta está dada e o quebrar o silêncio fica claro com a sua candidatura, que, acrescenta mais valor à CDU.

Crescer – os votos em primeiro

O PS no seu primeiro ‘out door’ apresenta-se todo de azul escuro, e uma única palavra «Crescer», de fundo em linha de água, lá está o 2021. O vermelho é um ponto. O símbolo do PS.
É um ‘out door’ que se insere na velha técnica de marketing, de ir desvendado ao longo do tempo uma mensagem que terá como centro a palavra crescer. É enigmático. Mas, é um exemplo que o PS já tem a trabalhar uma equipa produtora de conteúdos. Que não vai brincar em serviço. Aliás, na última campanha eleitoral autárquica o PS, no Barreiro, usou de todos os recursos de marketing e multimédia na sua campanha eleitoral. Colocou todas os recursos no assador. Desde a roda gigante, passando pelas redes sociais.
A palavra crescer pode significar a vontade de crescer eleitoralmente, mas, também parece expressar alguma ansiedade.
Na verdade quem coloca como meta o desejo ou o desafio de «crescer», ou está convencido que é o vencedor é grande e quer crescer mais, ou não está seguro da sua própria vitória e começa com o apelo de ajudem-me a «crescer». Uma mensagem que à partida só traduz um pensamento de conquistar votos e eleitoral, para quem, nos últimos dias, acusa as forças de oposição PSD e CDU, que em tudo o que dizem e fazem são eleitoralistas, este ‘out door é um exemplo puro e duro de quem coloca em primeiro lugar as eleições, os votos. As ideias pouco contam, o que conta é crescer...nas autárqucias 2021. Os votos estão primeiro. O Poder.

A Efeméride

No dia de hoje, no ano de 1942, há 79 anos, começou a deportação dos judeus de França para os campos nazis de Auschwitz. E não foram só judeus, foram todos os que contestassem o regime comunistas, ciganos, católicos, socialistas. Anarquistas.
Fica o registo...

A frase

A frase de hoje no jornal «Público», pode ser um pequeno contributo para reflectir sobre as razões que levam as pessoas a ter opiniões negativas sobre a politica, ou, até, para cultivarem o descontentamento para com a politica do sistema.
“Há pessoas que entraram pobres na politica, sairam ricos da politica e riem-se de nós”, afirma o Presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses.
Eu acrescento que riem-se de nós, chamam-nos malucos, acham-se o supra sumo da inteligência, e, pela experiências que vivem, percebem que afinal – “viver não custa, o que custa é saber viver”.
E, ao lerem isto, começam a rir à gargalhada. Pois claro, siga a dança...

António Sousa Pereira

 

Está a atingir-se «o grau zero da politica»

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Cá estamos neste tempo que anuncia a Primavera. E como vamos vendo, ouvindo e lendo, naturalmente, não podemos ignorar.

Então cá estamos na nossa «Rota 66». De vez em quando vamos passando por cá, para manter a vida animada.

Atingir o grau zero da politica

Na reunião da Câmara Municipal do Barreiro, Bruno Vitorino, Vereador eleito pelo PSD, expressou a sua indiganção e classificou de «ligeireza e leviana” as afirmações do presidente da Assembleia Municipal do Barreiro, a um jornal local, na qual o também líder do PS, terá sublinhado que no Barreiro foram realizados 100 milhões de investimentos.
Para o vereador social democrata estas declarações de André Pinotes significam que no concelho do Barreiro está a atingir-se “o grau zero da politica”.
Na sua opinião a entrevista do líder do PS é “uma forma leviana de estar na politica”, que espalha número e faz a magia dos milhões.

A Comuna de Paris e as fotomontagens falsas

Foi no dia 18 de março de 1871, faz hoje 150 anos, que foi vivida uma revolução que instituiu um governo popular, que ficou inscrito na história da humanidade – a Comuna de Paris.
O jornal «Público» edita um texto da historiadora Mathilde Larrère, que dá uma visão sobre os acontecimentos daquele Março, que deu origem a um governo que adoptou a “bandeira vermelha” como símbolo nacional, defendeu a separação entre o Estado e a Igreja, o fim do serviço militar obrigatório, a abolição da pena de morte, a instituição da igualdade civil entre sexos, a secularização e a gratuitidade da educação para toda a população, a criação da segurança social, a redução da jornada de trabalho e o fim do trabalho nocturno, a fixação de salários minimos para os trabalhadores, a desapropriação de residências e fábrica sem uso e o controlo dos preços de alimentos, sublinha a historiadora no seu texto.

Mas, um aspecto curioso deste trabalho é o apontamento que sublinha o facto remontar a este acontecimento, numa época que eram dados os primeiros passos na cobertura fotográfica, sendo os pioneiros da foto reportagem, Ernest-Charles Appert e Eugène- Léon Appert, com intenções de propaganda, sendo contra a Comuna de Paris, manipularam imagens, utilizando pela primeira vez a foto montagem, com a finalidade de dar uma imagem dos revoltosos como assassinos, que perpetravam massacres e fuzilamentos.
Assim muitas das suas fotomontagens que foram reunidas num álbum – Crimes da Comuna de Paris – retratam situações falsas.
Fica o registo como a manipulação da verdade histórica vem de longe, de muito longe...

André Silva deixa liderança do PAN

André Silva. Líder do PAN – Pessoas – Animais – Natureza, não será candidato à liderança do seu partido no Congresso agendado para os dias 5 e 6 de junho.
Em noticia divulgada pelo jornal «Público» refere-se que André Silva que «apanhar o comboio da paternidade».
O líder do PAN vai renunciar ao mandato de deputado na Assembleia da República, deixa a liderança e via regressar à situação de filiado de base.

Não basta ser um dito bom gestor...

No jornal «Público», o meu ponto de encontro diário com o mundo, na sua rúbrica «Escrito na Pedra», do dia 17 de Março, podia ler-se :
“Gestão é fazer certas as coisas, liderança é fazer as coisas certas”, uma citação de Peter Drucker. Achei interessante. Li e sorri.
Pensei é isso, não basta a gestão certa, é preciso a coisa certa, ou seja, não basta ser um dito bom gestor...
Fica o registo.

S.P.

Da principal «entrada» do Barreiro à indignação de Bruno Vitorino

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Na Rota 66 de hoje, neste dia que assinala os 110 anos da morte de Fialho de Almeida, o homem que se deslumbrou com os moinhos de Alburrica, aqui ficam dois registos, a indignação de Bruno Vitorino, na reunião de Câmara, e, a visão estratégica sobre as ditas «entradas» do Barreiro, que, cada vez são mais, e mais, são rotundas de saídas pela manhã e entradas ao fim do dia.

 

A Rota 66, uma rubrica para comentar a vida, porque uma das missões do fazer jornalismo é comentar a vida. É a vida democrática a pulsar.

A indignação

Na reunião da Câmara Municipal do Barreiro, ontem, Bruno Vitorino, vereador responsável pela área do empreendedorismo no executivo municipal, referiu que tem trabalhado muito no projecto e vai continuar a trabalhar pelo desenvolvimento da «Starup Barreiro», apesar, de não ter sido convidado para a visita às obras.
É compreensível a posição de Bruno Vitorino, sendo um dos grandes defensores e que está na origem da sua criação politica, não se percebe que na primeira visita oficial do executivo municipal não tenha sido informado e convidado a visitar o arranque da obra.
Pronto, para já para história, nos registos fotográficos do arranque da obra, Bruno Vitorino, foi eliminado.
Apesar de ter sido dito que pode visitar a obra quando quiser, naquela reunião de Câmara faltou um pedido de desculpas.
É justa a indignação de Bruno Vitorino.

Principal entrada e principal saída

Um destes dias lia na rede social linkedin, um texto de uma personalidade fundadora da «Plataforma 2830», que anunciando a obra da rotunda e arranjos envolventes, na Avenida da Liberdade, referia que esta era “outra obra estratégica” que vai promover a “qualificação paisagística da principal entrada do concelho para quem vem de Lisboa”, acrescentando que são “mais de 20 mil pessoas diariamente”.
Fiquei a pensar sobre este texto, sobre as razões que podem levar a escrever esta narrativa. A principal entrada do concelho por onde diariamente passam mais de 20 mil pessoas.
A informação que constava, no ano 2019, era que nas ligações de barco do Barreiro para Lisboa circulavam diariamente uma média de 30 mil passageiros, se agora, são 20 mil é porque se verifica uma grande redução. Será mesmo?

Mas, este facto, leva a comentar que aquela área urbana não é nenhuma entrada do Barreiro, é, isso, apenas isso, uma rotunda – um interface de transportes – que tem dois momentos de pico, de manhã, para sair do Barreiro, rumo à vida, à tarde, para regressar ao Barreiro, rumo ao descanso. Isto quer residentes do concelho do Barreiro, no concelho da Moita e, até, do concelho de Palmela.
É um ponto de passagem, um local para sair dos carros para o barco, do comboio para o barco, do autocarro para o barco, pela manhã, e, o contrário à tarde, do barco para o regresso a casa.
Uma entrada do Barreiro. Era bom que fosse, porque isso significava que seriam muitos que nesta margem tinham emprego, ou que era tal a atractividade do concelho, que, diariamente, muitos lisboetas – turistas ou não – se deslocavam por esta entrada para estimular a vida económica local.
O que me admirou nem foi por ser referido o espaço como uma entrada no concelho, mas, foi, isso sim, ter-se esta visão estratégica, quando se fala em gestão do território e nas suas funcionalidades, usar o conceito que esta é a «principal entrada» do concelho, quando antes de ser entrada, é, isso sim a «principal saída».
Percebo, só assim, com este modelo de pensar a gestão territorial, se pode falar que aquela é uma obra estratégica. Fica o registo. É vida.
E por hoje fico por aqui, divirtam-se,

S.P.