Um leitor do jornal Rostos sugere que o varino «Pestarola», que está abandonado no Estaleiro do Mestre Jaime, possa ser reutilizado como elemento decorativo numa rotunda do concelho.
A Rota 66 é uma rúbrica que pretende ser uma viagem pelas ruas da cidade, pelas mesas de café, conversas de esquina, que sempre são mais saudáveis que as tricas, sem rosto, das redes sociais.
Aqui, o autor tem rosto, não há anonimato, são comentários, coisas que se pensam e ficam no esquecimento.
Cá estaremos, ao longo do ano de 2024, prometemos com alguma assiduidade.
Santoantoniense comemora 89 anos de vida
O Santoantoniense Futebol Clube, foi fundado em 1 de Janeiro de 1935, hoje, assinala o seu 89º aniversário.
Os nossos parabéns a um clube de referência no concelho do Barreiro.
Paulo Freixinho abraça os seus leitores
Numa nota, editada na sua página de Facebook, Paulo Freixinho, um barreirense, perito em Palavras Cruzadas, uma presença em diversos órgãos de comunicação social de âmbito nacional, referia no seu apontamento o carinho que recebeu de dois seus leitores e, agradeceu, aos mesmos, com o seu trabalho, numa edição das Palavras Cruzadas do jornal «Público», cruzou os nomes deles.
O Paulo Freixinho é um homem de coração enorme. Vive a sua paixão. Obrigado pela tua entrega a este mundo do cruzadismo e pela forma, empenhada, que tens ligado o teu trabalho às Escolas.
Fica o registo.
Pestarola para uma rotunda do concelho
Um leitor do jornal Rostos, contactou-nos para comunicar uma sugestão. Pronto, nós temos este defeito, damos voz à voz dos cidadãos, que preferem ficar no anonimato, mas que gostam de ver as suas ideias partilhadas com a cidade.
Temos consciência, que, nestas situações, para o bem, ou para o mal, o culpado será sempre o mensageiro. Mas, isso, não faz mal, estamos habituados. E como diz o poeta, primeiro estranha-se e depois entranha-se. Ora cá vamos.
O nosso leitor, disse-nos que numa recente visita ao Estaleiro do Mestre Jaime, viu o estado de abandono e degradação do varino – Pestarrola - propriedade da Câmara Municipal do Barreiro.
O nosso leitor, barreirense de gema, sugeriu que através do Rostos, fosse feita a proposta do varino Pestarola, ser colocado, como elemento decorativo, numa rotunda do concelho, ou, porque não nos espaços da Braamcamp, de Alburrica ou do Mexilhoeiro.
Uma ideia, como qualquer outra ideia, que os arquitectos paisagistas podem analisar o eventual enquadramento, os historiadores avaliarem do interesse no âmbito da cultura local, e, por fim, os políticos tomarem uma decisão.
Fica a ideia do nosso leitor.
Situações
1. Não será resolvida até às próximas eleições autárquicas:
- a péssima iluminação pública em diversas ruas do concelho, fruto da mudança das iluminárias para iluminação LED, tendo apenas a preocupação da poupança energética e não ter em conta que a iluminação do espaço público é um factor de segurança e essencial à qualidade de vida.
2. Será resolvida até às próximas eleições autárquicas
- a colocação do nome do autor da estátua do Salineiro, que está no Mercado Municipal do Lavradio. E continua por identificar. - será resolvido até às próximas eleições autárquicas a colocação de placas toponímicas na Praceta José Domingos dos Santos e na Rua dos Cravos.
. Nem uma árvore plantada na recuperação do espaço público, na urbanização dos Loios
The Voice Portugal é um programa que gosto de ver aos domingos de forma tranquila, escutar as vozes vivas de esperança, viver as emoções, escutar aquelas histórias de vida e sonho.
Na temporada de 2023, tive a agradável surpresa de escutar as vozes dos filhos do meu amigo Bento, e, que com a sua presença, levaram o Barreiro e o Lavradio por Portugal e pelo mundo.
Barreiro no The Voice 2023
Foi um prazer enorme escutar as vozes da Beatriz, do David, filhos do Bento, mais outro jovem o Miguel, de Almada, numa brilhante intervenção musical, com ritmo, alegria e muita vivacidade.
O Bento acompanhava-os com emoção. Sinto a sua emoção.
E quando passaram à fase seguinte, com os mentores a disputa-los para as suas equipas, ainda maior foi essa sensação de ver aqueles jovens, que eu vi, de pequeninos, nos palcos da SFAL, agora, crescerem e saltarem para um sonho no mundo.
Levaram o nome do Barreiro com orgulho, e, não deixaram de, com o mesmo orgulho afirmar – Lavradio.
Fica aqui este registo. Os meus parabéns. Força para as provas cegas.
Escola de Casquilhos 62 anos
No ano 2011 o jornal Rostos publicou uma noticia, que foi enviada para a nossa redacção pela Escola Secundária de Casquilhos, na qual era salientado que no dia 9 de Setembro de 1961, foram dadas “as primeiras aulas foram dadas nas instalações” onde funciona a Escola Secundária de Casquilhos, no Barreiro.
Por essa razão para assinalar os 50 anos de aulas em Casquilhos, que na época não era Liceu, que depois foi Liceu, pelo que se diz a partir do ano de 1973, e, só passou a Escola Secundária naos mais tarde, quem nem sei a data, mas foi após o 25 de Abril.
O facto histórico indesmentível é que naquele território desde o dia 9 de Setembro de 1961, funciona ensino de nível secundário, que é, tem sido e continua a ser uma referência para muitos barreirenses.
Constou-me que querem agora celebrar os 50 anos do Liceu do Barreiro, porque antes não era Liceu.
E diz-se que se quer celebrar 50 anos do Liceu, que, afinal, nesse tempo não era Escola Secundária de Casquilhos.
Ora muito bem, que se celebre os 50 anos do arranque do Liceu do Barreiro, que não foi, tanto quanto sei, o ano do arranque do ensino Liceal no Barreiro, porque o mesmo já era ministrado pelo ensino privado.
Uma coisa é certa essa celebração não será a celebração dos 50 anos da Escola Secundária de Casquilhos.
E recordando, a noticia que publicamos em 2011,que a própria escola - actuais e ex-alunos, professores e funcionários - celebraram os 50 anos do arranque do ensino no edifício da “escola de casquilhos”, sou de opinião, mas é apenas uma opinião, caso seja permitido ter opinião, penso que a Escola Secundaria de Casquilhos, não deve esquecer nunca o seu passado ao nível de ensino, concretizado nos seus edifícios e território, e, esse, não há dúvidas, começou em 1961.
Arranjo de Passeios na Urbanização dos Loios
Na Urbanização dos Loios está a decorrer uma operação de recuperação de alguns espaços públicos, com a construção de novas áreas de estacionamento e construção de passeios.
Na Urbanização dos Loios, a recuperação dos espaços exteriores, foi sendo concretizada ao longo de décadas.
Recordo que das primeiras acções de recuperação dos espaços envolventes dos prédios foram concretizadas com o trabalho voluntário e acção dos moradores, com criação de zonas verdes.
Recordo a primeira grande intervenção realizada, no centro da urbanização, no mandato de Emidio Xavier, tinha então o pelouro das Obras, Mendes Costa, do PSD.
Foram lugares de estacionamento, passeios e plantadas dezenas de árvores e criadas zonas verdes. Num tempo que nem se falava em alterações climáticas.
Recordo a intervenção feita, no último mandato de Carlos Humberto, quando as obras eram da responsabilidade de Sofia Martins, CDU, na Praceta Teófilo Monte, com a criação de estacionamento e plantação de algumas dezenas de árvores. Num tempo que já se falava em alterações climáticas.
E, afinal, recordo tudo isto porque, nestes tempos que se fala em alterações climáticas, que nas cidades da Europa, opta-se por plantar árvores e criar zonas verdes nas cidades, aqui e agora, nesta operação de recuperação dos espaços públicos na Urbanização dos Loios, pelo que tenho observado, nem uma, uma árvore vai ser plantada. Uma que fosse…
Gostava de ver, que num daqueles recantos, tivesse existido esse cuidado paisagístico, ecológico de legar futuro, afinal, sempre ouvi dizer: plantar uma árvore é plantar vida.
Contextos
Um amigo dizia-me e com razão, eles já andam por aí, nas redes sociais. São os denominados “troll”, cuja missão é apenas “mirar”, “reagir”, “comentar”, “provocar”, em suma existem para prestar serviço, muitas vezes, com a capa de perfis falsos e com personalidades diferenciadas. São “anónimos” gestores de opinião .
Situações
Não será resolvida até às próximas eleições autárquicas: - a péssima iluminação pública em diversas ruas do concelho, fruto da mudança das iluminárias para iluminação LED, tendo apenas a preocupação da poupança energética e não ter em conta que a iluminação do espaço público é um factor de segurança e essencial à qualidade de vida.
Será resolvida até às próximas eleições autárquicas - o buraco no asfalto na Rua César Coelho, na Urbanização dos Loios, que tem uma estória que se perde no tempo. - a colocação do nome do autor da estátua do Salineiro, que está no Mercado Municipal do Lavradio.
Os dias de hoje no Barreiro, são marcados desde as ruas com passeios intransitáveis, até à instalação de sede de empresas internacionais com o objectivo de atrair nómadas digitais.
A Rota 66 veio para ficar. Breves notas. Breves registos. Breves conversas, um espaço que quer vivo e activo. Pode enviar-nos assuntos para : jornal@rostos.pt
Passeios intransitáveis na Avenida da Nacionalizações
Um leitor do jornal Rostos, enviou-nos uma fotografia no sentido de alertar para o estado em que se encontram os passeios na Avenida das Nacionalizações, no acesso ao Pingo Doce. “Sou obrigado a deslocar-me para a estrada”, comenta, acrescentando – “divulgue á isso no jornal Rostos, pode ser que decidam resolver esta situação”. “Isto nunca esteve neste estado”, sublinha o nosso leitor
Jovens dão apoio a lideranças autocráticas
A Democracia continua ser o sistema politico preferido pela generalidade dos inquiridos, através de um estudo da Open Society Foundations, divulgado ontem pelo jornal «Público», mas, o referido estudo salienta que na faixa entre os 18 e 35 anos, estes jovens “não vêem com mais olhos uma liderança militar ou autoritária nos seus países”. Esta faixa etária, na ordem dos 42%, concorda que uma autocracia militar ou civil – “é uma boa forma de governar um país”, refere a noticia. Fica a nota para reflexão.
As cidades pós- industriais
O jovem barreirense Pedro Vasconcelos Almeida, líder distrital da JS, esteve em Berlim, numa reunião na sede do SPD, em representação do Secretário Geral da Juventude Socialista. Numa nota pessoal, que me enviou referiu conversas que manteve com uma jovem de Lodz, cidade que tem acordo de cooperação com o Barreiro.
A conversa com a jovem presente, na mesma reunião, em representação da Federação de Jovens Sociais Democratas da Polónia, sublinhou o Pedro Vasconcelos, permitiu reflectir sobre cidades pós-industriais. Espero o regresso para, um destes dias, conversarmos sobre o tema. Tenho muita curiosidade sobre esta temática, desde que visitei, nos anos 90, a cidade de Manchester e observei o que foi feito no seu antigo tecido industrial da zona têxtil.
Empresa de nómadas digitais abre sede no Barreiro
Segundo divulga a SAPO, empresa dedicada a freelancers e nómadas digitais abriu sede no Barreiro, num investimento de um milhão de euros, com perspectiva de expansão para o Norte e Centro do país. Refere a SAPO que Gur Goth, CEO e fundador do Grupo Vlancer, gere uma plataforma digital para apoiar freelancers e nómadas digitais na gestão do negócio e emprego. O empresário salienta a noticia “quer ter 12.000 freelancers registados na plataforma portuguesa e espera um retorno de 15 milhões de euros no próximo ano”. As instalações físicas da empresa estão localizadas no Barreiro, refere a noticia da SAPO.
Palavras para Meditar
“Nunca será grande quem se engana a respeito de si próprio: se lançar poeira nos próprios olhos”, estas são palavras de Ludwig Wittgenstein, que aqui registo hoje, são uma mera nota, para quem gosta de pensar sobre a vida e sobre o mundo. Até breve…divirtam-se!
A Rota 66 tem estado ausente das páginas do Rostos. Como estamos nos tempos das “reentrés”, então, anunciamos o regresso da ROTA 66, o espaço de coisas, do diz que diz-se, do quotidiano da cidade, da região, do país e do mundo.
PSD indignado com a ausência de respostas da Câmara Municipal do Barreiro
O Grupo Municipal do PSD, em Maio de 2023, entregou um requerimento à Câmara Municipal do Barreiro, por intermédio do Gabinete do Presidente da Assembleia Municipal, solicitando informação sobre diversas matérias da vida local.
Em nota que enviou para o jornal Rostos, , Vítor Castro Nunes, líder do Grupo Municipal do PSD, salientava que apesar das diversas insistências, “nem um dos elementos em apreço foi até ao momento disponibilizado”, até ao dia 4 de setembro de 2023, dia em que o jornal Rostos publicou as palavras de Vítor Castro Nunes, que tor, Fransnou pública a insatisfação, bem como a perplexidade, relativamente à conduta adotada pela Câmara Municipal do Barreiro.
Curiosamente, no dia seguinte à publicação da nota do PSD, no jornal Rostos, fomos informados por Vítor Castro Nunes, que tinha sido enviada a resposta a alguns dos requerimentos.
Fica o registo. Certamente foi mero acaso.
Bloco de Esquerda também esperou meses
Quando publicamos a nota do PSD, o líder da bancada do Bloco de Esquerda, contactou o jornal Rostos, a informar que também o BE, aguardava respostas a requerimento. Solicitamos que nos fosse enviada uma nota para editarmos.
Mas…curiosidade, no dia seguinte Francisco Alves, líder de bancada da Assembleia Municipal do BE, informou-nos que tinham recebido a resposta ao requerimento, sobre a temática da habitação que, fez questão, de dar a conhecer a resposta ao jornal Rostos. Informação importante para o nosso trabalho jornalístico. Obrigado.
O PS não é o dono do país
O presidente do Partido Socialista, Carlos César, no encerramento da Academia Socialista, em Évora, na sua intervenção sublinhou que – “não se governa sozinho em parte alguma; é preciso ter consciência disso e humildade suficiente para isso”, referiu igualmente que – “o PS não é o dono do país, nem o único a ter as melhores ideias ou a ter sempre as boas ideias”.
O Presidente do PS, com as suas palavras pretendeu alertar para a importância politica de evitar que a “maioria absoluta”, seja acusada de “rolo compressor” que não ouve mais ninguém se não a si própria.
Fica, estas palavras…para meditação.
Tertúlia de «Os Leças»
A Tertúlia de «Os Leças» é um ponto de encontro às 2ª feiras, um almoço de convívio e de conversas, que proporciona a abordagem dos mais diversos temas da vida local ou de temas da actualidade. Da importância presente e futura da Inteligência Artificial, aos discursos do Papa Francisco, em Lisboa, passando por memórias politicas da cidade e coisas que cá se fazem e cá se dizem…
São conversas vivas, de pessoas que estão ali presentes sem qualquer agenda. Estão porque gostam de estar e vão quando querem e podem ir. Não há faltas pelas ausência.
Um ponto de encontro semanas para conversar e para conviver. É divertido. Sou um dos habituais participantes. .
Este ponto de encontro faz recordar tempos de outrora, almoços de outrora, onde eram vividas longas conversas, pensava e discutia-se a cidade e a cidadania.
Eram outros tempos, quando falar era conversar e conversar era descobrir que uma cidade faz-se com a diferença de opiniões.
É, talvez por isto que gosto da Tertúlia de «Os Leças», porque faz sentir memórias e simultaneamente faz sentir futuro.
Sou dos que acredita que o futuro nasce sempre no presente abraçando o passado.
E, pouco a pouco, as eleições autárquicas começam a tomar posição no espaço público e nas redes sociais.
O PS e PSD foram os que se colocaram já na linha de partida. A CDU tudo indica vai colocar Carlos Humberto na corrida. O BE começou a agitar-se. O CDS/PP para a semana dá noticia do seu candidato, deve ser Hélder Leal Rodrigues.
Bruno Vitorino vai mais para além do PSD
E cá estamos a passos largos a caminhar para as eleições autárquicas. Elas já agitam as ruas. Surgem os primeiros ‘out door’, das duas forças que ao longo do actual mandato autárquico estabeleceram entre si um acordo de gestão municipal, e, agora, naturalmente, em vésperas de acto eleitoral, como é óbvio distanciam-se, dado que não se vislumbra que pudesse surgir um cenário politico que transformasse esse acordo numa eventual aliança eleitoral. O PSD coloca na rua, no centro do Barreiro, o primeiro ‘out door’ com o rosto do seu candidato à presidência da Câmara, Bruno Vitorino e lança o primeiro tema, aquele que é uma bandeira dos socias democratas - a segurança pública, da criação da policia municipal. Retoma, portanto, um tema da anterior campanha, aliás, esta é uma temática tradicional do PSD. Portanto, para já, nada de novo. De referir que Bruno Vitorino o rosto do PSD é, certamente, um dos politicos mais experientes do concelho do Barreiro. O ser de direita num concelho que respira à esquerda coloca-o em desvantagem, mas, é o rosto com mais condições para juntar os votos do centro direita e até alguns eleitores sem opções claras. O Bruno Vitorino acrescenta ao PSD a sua dimensão de politico culto e estratega. É um politico com valores. Tem uma visão para o Barreiro, que, pode considerar-se em termos pragmáticos, não está longe das opções que têm sido tomadas pela actual liderança do municipio.
Carlos Humberto – acrescenta valor à CDU
Dizia Marques Mendes, na SIC, que a CDU lança um «candidato de peso» no Barreiro, Carlos Humberto, anterior Presidente da Câmara Municipal do Barreiro, e actual Primeiro Secretário da Área Metropolitana de Lisboa. Carlos Humberto é um senhor da politica. Um homem que vive a politica como um ideal. A sua gestão na presidência da Câmara Municipal do Barreiro deixou obra feita e legou ao actual mandato um municipio financeira mente desafogado, com matérias em fase de resolução, com projectos que era só dar o pontapé de saída, desde a recuperação das zonas próximas do POLIS, passando pelos terrenos do Gaio e Doca Seca, os novos autocarros dos TCB, as obras na zona das AUGI ‘ s, e, tanta coisa que esta gestão em exercicio devia no minimo ter sido grata e respeitado o homem, mesmo que não respeitasse o politico, como aconteceu numa recente Assembleia Municipal.
Embora não seja oficial, tudo indica que vai ser o candidato da CDU. Uma boa aposta, porque Carlos Humberto, acrescenta á CDU, a sua dimensão politica de homem integro e que tem um grande amor ao Barreiro. Um politico com valores, um politico que coloca em primeiro lugar o Barreiro. Tem todas as condições subjectivas e objectivas para reconquistar a Câmara Municipal do Barreiro. Admiro a sua coragem de recandidatar. Ele podia, perfeitamente, desligar a acção poltica, ir descansar, mas, vai entrar nesta batalha, talvez até, perca ou ganhe, para esclarecer os barreirenses, muita coisa que tem sido dita, e, ao longo destes anos após 2017, ele, de forma nobre e séria optou por remeter-se ao silêncio. A resposta está dada e o quebrar o silêncio fica claro com a sua candidatura, que, acrescenta mais valor à CDU.
Crescer – os votos em primeiro
O PS no seu primeiro ‘out door’ apresenta-se todo de azul escuro, e uma única palavra «Crescer», de fundo em linha de água, lá está o 2021. O vermelho é um ponto. O símbolo do PS. É um ‘out door’ que se insere na velha técnica de marketing, de ir desvendado ao longo do tempo uma mensagem que terá como centro a palavra crescer. É enigmático. Mas, é um exemplo que o PS já tem a trabalhar uma equipa produtora de conteúdos. Que não vai brincar em serviço. Aliás, na última campanha eleitoral autárquica o PS, no Barreiro, usou de todos os recursos de marketing e multimédia na sua campanha eleitoral. Colocou todas os recursos no assador. Desde a roda gigante, passando pelas redes sociais. A palavra crescer pode significar a vontade de crescer eleitoralmente, mas, também parece expressar alguma ansiedade. Na verdade quem coloca como meta o desejo ou o desafio de «crescer», ou está convencido que é o vencedor é grande e quer crescer mais, ou não está seguro da sua própria vitória e começa com o apelo de ajudem-me a «crescer». Uma mensagem que à partida só traduz um pensamento de conquistar votos e eleitoral, para quem, nos últimos dias, acusa as forças de oposição PSD e CDU, que em tudo o que dizem e fazem são eleitoralistas, este ‘out door é um exemplo puro e duro de quem coloca em primeiro lugar as eleições, os votos. As ideias pouco contam, o que conta é crescer...nas autárqucias 2021. Os votos estão primeiro. O Poder.
A Efeméride
No dia de hoje, no ano de 1942, há 79 anos, começou a deportação dos judeus de França para os campos nazis de Auschwitz. E não foram só judeus, foram todos os que contestassem o regime comunistas, ciganos, católicos, socialistas. Anarquistas. Fica o registo...
A frase
A frase de hoje no jornal «Público», pode ser um pequeno contributo para reflectir sobre as razões que levam as pessoas a ter opiniões negativas sobre a politica, ou, até, para cultivarem o descontentamento para com a politica do sistema. “Há pessoas que entraram pobres na politica, sairam ricos da politica e riem-se de nós”, afirma o Presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses. Eu acrescento que riem-se de nós, chamam-nos malucos, acham-se o supra sumo da inteligência, e, pela experiências que vivem, percebem que afinal – “viver não custa, o que custa é saber viver”. E, ao lerem isto, começam a rir à gargalhada. Pois claro, siga a dança...
Cá estamos neste tempo que anuncia a Primavera. E como vamos vendo, ouvindo e lendo, naturalmente, não podemos ignorar.
Então cá estamos na nossa «Rota 66». De vez em quando vamos passando por cá, para manter a vida animada.
Atingir o grau zero da politica
Na reunião da Câmara Municipal do Barreiro, Bruno Vitorino, Vereador eleito pelo PSD, expressou a sua indiganção e classificou de «ligeireza e leviana” as afirmações do presidente da Assembleia Municipal do Barreiro, a um jornal local, na qual o também líder do PS, terá sublinhado que no Barreiro foram realizados 100 milhões de investimentos. Para o vereador social democrata estas declarações de André Pinotes significam que no concelho do Barreiro está a atingir-se “o grau zero da politica”. Na sua opinião a entrevista do líder do PS é “uma forma leviana de estar na politica”, que espalha número e faz a magia dos milhões.
A Comuna de Paris e as fotomontagens falsas
Foi no dia 18 de março de 1871, faz hoje 150 anos, que foi vivida uma revolução que instituiu um governo popular, que ficou inscrito na história da humanidade – a Comuna de Paris. O jornal «Público» edita um texto da historiadora Mathilde Larrère, que dá uma visão sobre os acontecimentos daquele Março, que deu origem a um governo que adoptou a “bandeira vermelha” como símbolo nacional, defendeu a separação entre o Estado e a Igreja, o fim do serviço militar obrigatório, a abolição da pena de morte, a instituição da igualdade civil entre sexos, a secularização e a gratuitidade da educação para toda a população, a criação da segurança social, a redução da jornada de trabalho e o fim do trabalho nocturno, a fixação de salários minimos para os trabalhadores, a desapropriação de residências e fábrica sem uso e o controlo dos preços de alimentos, sublinha a historiadora no seu texto.
Mas, um aspecto curioso deste trabalho é o apontamento que sublinha o facto remontar a este acontecimento, numa época que eram dados os primeiros passos na cobertura fotográfica, sendo os pioneiros da foto reportagem, Ernest-Charles Appert e Eugène- Léon Appert, com intenções de propaganda, sendo contra a Comuna de Paris, manipularam imagens, utilizando pela primeira vez a foto montagem, com a finalidade de dar uma imagem dos revoltosos como assassinos, que perpetravam massacres e fuzilamentos. Assim muitas das suas fotomontagens que foram reunidas num álbum – Crimes da Comuna de Paris – retratam situações falsas. Fica o registo como a manipulação da verdade histórica vem de longe, de muito longe...
André Silva deixa liderança do PAN
André Silva. Líder do PAN – Pessoas – Animais – Natureza, não será candidato à liderança do seu partido no Congresso agendado para os dias 5 e 6 de junho. Em noticia divulgada pelo jornal «Público» refere-se que André Silva que «apanhar o comboio da paternidade». O líder do PAN vai renunciar ao mandato de deputado na Assembleia da República, deixa a liderança e via regressar à situação de filiado de base.
Não basta ser um dito bom gestor...
No jornal «Público», o meu ponto de encontro diário com o mundo, na sua rúbrica «Escrito na Pedra», do dia 17 de Março, podia ler-se : “Gestão é fazer certas as coisas, liderança é fazer as coisas certas”, uma citação de Peter Drucker. Achei interessante. Li e sorri. Pensei é isso, não basta a gestão certa, é preciso a coisa certa, ou seja, não basta ser um dito bom gestor... Fica o registo.
Nas redes sociais devia ser criada a figura de «gestor de opinião». São tantos os que existem, que divertem e causam tédio. Estão sempre de lápis afiado. Principalmente quando são criticas ou comentários aos poderes instituidos.
Nos meus tempos de vivência entusiasmada do Movimento Cooperativo, existiam temas que animavam algumas reuniões entre dirigentes e, até, o debate de ideias sobre o futuro, nomeadamente a “integração económica” e a “fusão”. Eram temas constantes em conversas, artigos e nas agendas das reuniões. Hoje, pela manhã, esses debates e conversas tocaram o meu pensamento e foram o «leit motiv» para dar uma grande gargalhada. Quando entrei na papelaria li o título do Correio da Manhã, e, não me contive no riso, naquela mistura de pensamentos entre a memória e a actualidade. Voltando às reuniões do cooperativismo, nos tais temas que eram uma constante, ano após ano, reunião após reunião.
Um dia, no decorrer de uma dessas reuniões, um dirigente, cansado de tanta conversa e narrativas sobre «integração» e «fusão», comentou: “Nesta conversa sobre fusão e integração cooperativa que todos falam e dizem que concordam e que é o futuro, acho que todos, a repetir sempre a mesma conversa e a adiar, fazem lembrar os católicos. Todos falam que querem ir para o céu, que o céu é o futuro de todos, mas, depois, ninguém quer ir para o céu e todos fazem o possível de ir para o céu quanto mais tarde melhor”. Esta conversa chegou à minha memória, em risos e proporcionou-me uma deliciosa gargalhada matinal, quando li aquela manchete do Correio da Manhã : “Mais de 800 Padres já vacinados”.
Os gestores de opinião
Nas redes sociais devia ser criada a figura de «gestor de opinião». São tantos os que existem, que divertem e causam tédio. Estão sempre de lápis afiado. Principalmente quando são criticas ou comentários aos poderes instituidos. São uma espécie de «ratos de sacristia». Sim, as redes sociais são o espaço perfeito para a sobrevivência dessas figuras. Beatos. Censores. Tagarelas. Cassetes. Repetidores. Ecos. Voz do dono. Bobos da Corte. Engraxadores. Troca tintas. Puritanos. Servos. Mas, digo-vos, o essencial é não lhes dar importância. Eles carecem de lixo para sobreviver, de conversas feitas na banalidade, nas narrativas de bons e maus. Se lhes retiramos o alimento ficam sufocados nos próprios arrotos. Basta conhecê-los. Registar os seus nomes. E, depois, ignorar. Ignorar mesmo. Eles são tão pequeninos e pequeninas. Coitados. Dão pena.
Mas a vida é isto, em todos os tempos, em todas as épocas, existirão ratos de sacristia. Hoje, nas redes sociais eles multiplicam-se e vestem diversas vestes. Uns são reais. Outros falsos. Outros, até, ditas figuras que se transformam em figurões. Esses, então, adoram ser protagonistas, discutem ou trocam textos, com uma superioridade bafiosa, arrogante.
Há aqueles que lançam o isco, para depois os servos utilizarem – uma espécie de manual - esses, são os «ratos finos», e esses, por serem especiais deviam ter direito a um «estatuto» - gestores de opinião. Uma espécie de controladores de ideias, que podiam usar cartões para assinalar – as verdades, as meias verdades, as verdades que hão-de ser verdade, as mentiras que passam por verdade. Enfim. E adiante... «Não habia nexexidade». Por hoje, fico por aqui...divirtam-se!
Quero agradecer a Ana Porfirio por exemplo, o ter remodelado as instalações sanitárias da Escola do Ensino Básico nº 1 do Lavradio.
Uma coisa é o excesso de despesa, outra a bancarrota. Emidio Xavier não merece essa ingratidão.
Não sei porque razão, ou qual é causa, ou, talvez sei, qual é a razão e qual é a causa, mas, a certeza é que nem me apetece dar importância à razão, nem á causa. Naquele momento ao escutar aquela narrativa. Fiquei pasmado. Pensei. A ingratidão é uma marca de injustiça. Sei que estamos em ano de eleições. Sei que agora só gostam de olhar para o futuro. Acho muito bem. Mas, na verdade, se só querem olhar para o futuro, porque desvirtuam tanto o passado. Nem percebo. Afinal o passado existe, ou não existe?
Obrigado Ana Porfirio!
E, por isso, só por isso, aqui fica, hoje, aqui e agora, o meu agradecimento público e o reconhecimento a Ana Porfirio, ex- presidente da União de Freguesias do Barreiro e Lavradio pelo positivo trabalho que no seu mandato foi realizado nas escolas do Ensino Básico do Lavradio. Na vida, por várias vezes tenho sentido nos ossos e na pele o significado da palavra ingratidão, passo á frente, mas sei que a ingratidão é uma injustiça. Quero agradecer a Ana Porfirio por exemplo, o ter remodelado as instalações sanitárias da Escola do Ensino Básico nº 1 do Lavradio, modernizando-as, dando-lhes qualidade e retirando aquela tristeza de sanitas de antes do 25 de Abril. Quero agradecer a Ana Portirio ter construído aquele telheiro que liga, na mesma escola, os dois edificios, uma melhoria significativa que permite atravessar de uma lado, e, ter uma zona de abrigo do sol e chuva. Quero agradecer os dois espaços de parque infantil, nas duas escolas no Lavradio (um com o apoio e dedicação dos pais e encarregados de educação). É verdade, e, recordo que nem sequer um comunicado ou um panfleto foi feito a falar daquelas obras, significativas e que ficam, para sempre, como uma marca de uma gestão CDU, liderada por Ana Porfirio. Este reconhecimento e agradecimento é justo e merecedor do meu aplauso. Escrevo aqui e agora, neste começo do ano 2021, porque, sei, sei muito bem o significado da palavra gratidão. Obrigado Ana Porfirio. E, igualmente fica o registo por, no actual mandato, terem sido construídos os telheiros à entrada dos portões, pelo actual executivo, liderado por Gabriela Soares, do PS. A vida autárquica é isto, sempre será isto, uns fazem uma obra, outras fazem outras obras, e, outros, no futuro, outras obras hão-de fazer, porque quando isso deixar de acontecer é porque atingimos o mundo perfeito e esse, bom, esse é só para os perfeitos. Mas hoje, aqui e a gora, a razão desta nota é essa, apenas, essa dizer bem alto: Obrigado Ana Porfirio!
É injusto acusar Emidio Xavier de bancarrota
E, continuando, nestas coisas de achar que há ingratidão, igualmente, quero deixar aqui um abraço a Emidio Xavier, por considerar que é uma injustiça dizer que a sua gestão legou uma Câmara na bancarrota. A Câmara Municipal do Barreiro sobreviveu ao longo de décadas com dificuldades financeiras. Sempre foi uma casa onde se contaram os tostões. Sempre foi uma casa que no principio de cada mandato recorria-se a um empréstimo de alguns milhões de escudos ou euros, para fazer face aos investimentos. Sempre foi uma casa que viveu com orçamentos inflacionados, com receitas que eram meras previsões, só para dar espaço ao cabimento de despesas. Era assim, porque, os governos, fosse qual fosse, não cumpriam, nem com a Lei de Finanças Locais, ou com as transferências compensatórias para os TCB. E a autarquia sempre garantiu os serviços de transportes públicos, mesmo com dificuldades. Uma coisa é o excesso de despesa, outra a bancarrota. Emidio Xavier não merece essa ingratidão. Helder Madeira, Pedro Canário, Emidio Xavier, Carlos Humberto, viveram dias dolorosos na gestão autárquica, devido ao aperto financeiro. Só isso é merecedor de um aplauso. É por isso que acho injusto isso da bancarrota, numa câmara que viveu sempre inflaccionada e de empréstimos bancários. Até ao ponto final do defict zero, e de gestão de custos – receitas/ despesas – que gerou dores de cabeça, estas na gestão de Carlos Humberto, que, por essa razão, foi obrigado a arrumar a casa, com os apoios do PAEL e com os apoios dados aos TCB – por um governo PSD. Limpou a casa e deixou um legado financeiro, único, que, só por isso, merecia a gratidão. É, por essa razão, que, aqui e agora, quero deixar um aplauso aos gestores do passado, por tudo o que fizeram, com dificuldades e muita dor de cabeça, permitindo que, nos dias de hoje, ao menos, não se viva em sobressalto. E um abraço a Emidio Xavier.
Foi isto que me ocorreu escrever. É vida. Sei que é ano de eleições, mas nunca é tarde para dizer Obrigado. Para todos, mesmo para todos, ficam os votos de um Bom Ano 2021! Divirtam-se! Sorriam!
As palavras, os comportamentos, o fazer cidade, o viver, o sobreviver. O saber. O ser. O ter. A humildade. A superioridade. As diferenças. A democracia. Estas e outras mais, muitas palavras, me ocorrem neste final de 2020. E fico a pensar que, se há coisa que tem valor é a palavra pensada para fazer, essa, vale mais, muito mais, que a palavra dita para sobreviver. Marketing, desabafos, tribalismo...Feliz ano 2021!
Nestes dias que está a findar o ano 2020, não queria fechar a porta do ano velho, e, naturalmente, abrir a janela de 2021, sem um registo da «Rota 66». Todos os dias tomo as minhas notas para a «Rota 66», depois ou por falta de tempo, ou outra qualquer razão, lá se foi o sentido e, ficam como meros registos, nos meus caderninhos de memórias. Porque a memória para mim conta, afinal é ela que dá sentido ao que fui, ao que fomos, e, nela encontro fluxos que me permitem pensar, não tendo medo do passado e olhando o futuro com esperança. Sorrindo. Aqui fica a «Rota 66». A todos, sem excepção, os votos de um Bom Ano 2021.
O marketing pode ser pela positiva
Hoje, dia 30 de Dezembro, pela primeira vez na vida, recebi um contacto de uma entidade bancária, de um gestor de conta, não para me propor um seguro de saúde, ou um empréstimo, ou uma qualquer outra proposta financeira, mas para se apresentar e saudar-me. Sim, fiquei admirado, o gestor de conta contactou-me para me perguntar se carecia de algum apoio, se precisava de alguma informação ou ajuda, se estava tudo bem, e, comunicando que estava sempre disponível para qualquer contacto e colaboração. Disse-lhe não necessitar de nada. Desejou-me um bom ano novo e que estava sempre ao meu dispor. Gostei. Pode ser uma mera operação de marketing, mas, sendo ou não sendo, faz parte de uma estratégia que pensa a relação entidade – cliente, visando estabelecer uma relação afectiva, cordial e de diálogo, de proximidade, entre o gestor de conta e o cliente, de forma simples e cordial. Foi um gesto que registei. Fiquei a pensar que, na verdade o marketing pode ser mais que um negócio, e que numa relação negocial pode existir mais que o mero interesse económico e financeiro. Isto é dar sentido real ao juntos somos mais fortes e que nessa união construimos futuro. Um exemplo que o marketing, sendo também, não é, só, um meio de venda de produtos, de conquista de votos, de gerar ilusões, o marketing pode ter uma acção positiva, e, neste caso contribui para estreitar laços de cooperação e de aproximação entre as instituições e as pessoas. Dar rostos. Ter rostos. Gostei. E fiquei a pensar naqueles imbecis que enquanto não atingem os seus objectivos são cordiais, e, depois, noutro dia, que alcançam aquele sonho de realização circunstancial, aquela posição onde se imaginam ‘donos do mundo’, mudam o comportamento e demonstram como, afinal, a vida deles não é viver, é apenas gerir a sobrevivência. Esses usam o marketing de apanha de ameijoas. Obrigado e Parabéns ao Bankinter, por me lembrar que o marketing também é, ou deve ser, acima de tudo educação e respeito pelas difrenças.
Os manipuladores de desabafos
Um dos meus rituais matinais é a compra do jornal. Vou à papelaria, leio os títulos diversos e trago a minha companhia diária, desde o primeiro número o jornal «Público». Um jornal que faz mexer os neurónios. Um jornal que ajuda a fazer exercício mental, antes da caminhada matinal. Por ali, ao ler os títulos, por vezes há comentários, outras vezes cruzam-se as conversas. Hoje falava-se nas dificuldades dos tempos que vivemos, quanto doloroso foi este ano 2020. “O 2020 foi viver um dia de cada vez, mas estou farta”, dizia uma pessoa. E falava-se em desabafos. Comentei que os desabafos fazem bem, ajudam a aliviar os neurónios. “Sabe um desabafo, é como abrir a válvula de uma panela de pressão, e deixar sair o que dói, o que está a apertar”, comentei. A pessoa sorriu e disse – “Não é fácil. Mas eu gosto de desabafar!”. Acrescentei : “Sabe, nisso dos desabafos o pior é quando aqueles que nos escutam, ou acrescentam coisas que não dissemos, ou inventam coisas para além do que dissemos, ou usam o que dissemos para nos manipular”. A pessoa sorriu e disse: “Eu sei, eu sei...” Sorrimos.
O Tribalismo. O maniqueismo.
Acompanho e leio com atenção os textos de José Miguel Tavares, jornalista do jornal «Público», ate já lhe enviei um e-mail, a saudar textos seus, não que me identifique com as suas posições ideológicas, mas sentir que os seus textos respiram o respeito pelas diferenças, num mundo cada vez mais intolerante, mesmo, por aqueles que usam como bandeiras palavras como «união», «tolerância», «respeito», depois, na prática cultivam o ódio, o rancor, sentindo-se que têm o cérebro cheio de ventosas centrípetas. Aquilo que se pode descobrir no mito do Narciso. Ontem, José Miguel Tavares, escreveu um texto sobre tribalismo que aconselho a leitura. Um texto pedagógico, que pode ajudar aqueles que consideram que são a única verdade de todas as verdades. O tribalismo. O maniqueismo. Esses ismos sem ismo, que não se dizem ideológicos e que acusam os «muros ideológicos», que fazem parte de muitos ismos que dizem não ser ismos. Freud explica isso! Aqui fica a introdução do referido texto: «Em 2020 não tivemos só pandemia – tivemos também o regresso em força do tribalismo, de uma forma bem mais intensa do que nos anos da troika. Por tribalismo entendo não apenas o desejo de pertença a uma comunidade homogénea, que exclui todo o pensamento divergente, mas também a incapacidade (genuína) de compreender as razões dos outros, considerados – para utilizar a famosa expressão de Hillary Clinton – “deploráveis”.»
Bom ano 2021. Como costumo dizer sorriam, nunca percam o sorriso, porque o sorriso dá vida ao rosto. E o nosso rosto é o espelho da nossa identidade, única. Divirtam-se! Sorriam!
Na verdade confundir a existência de obra, com a existência de estratégia é de quem vê na estratégia um mero caderno de encargos.
Os troileiteiros
Os troileiteiros são os comentadores das redes sociais que se escondem no anonimato, por trás de perfis falsos, são criados para gerar correntes de opinião, ou forjar correntes de opinião. Alguns vão sendo conhecidos, até, pela pouca criatividade dos seus criadores – são João S.; João B. Ou Tranquedo João, mas, regra geral surgem associados à mesma tipologia de amigos, residemem em Cascais, ou em Lisboa, mas estão muito atentos à vida do Barreiro, muito particularamente á imprensa local e aos seus conteúdos, que criticam, adjectivam e caluniam. Ah, é verdade, depois também existem uns seres humanos, reais, cultos, democratas, que, não são troileiteiros, esses são mais «provedores de opinião», fazem perguntas, lançam anátemas, tudo o que dsicordar das suas opiniões é lixo. Gente boa, fina, que falando em democracia e liberdade, apenas destilam ódio e intolerância, não sabem conviver com opiniões contrárias, são uma espécie de «nova élite bem pensante», que não percebenm que a liberdade deles começa onde começa a liberdade de outros, que não sabem respeitar, porque cultivam o pensmaent único e a verdade única. Freud, explica isso!
O lixo na rua
Eram 11 horas da manhã. A senhora, uma jovem, talvez na ordem dos 40 anos, seguia de saco na mão, abriu a porta do carro, entrou, e, discretamente, num acto de quem não sabe, ou não quer respeitar o espaço comum, deixou do lado de fora, no passeio, o saco do lixo. Ligou o carro e lá foi, no passeio ficou o saco negro, que, não quis ir colocar nos contentores, ali, a cerca de 50 metros. Foi tão rápido que fiquei a olhar o saco, com surpresa. Registo esta cena e recordei, fotos publicadas nas redes sociais, de sacos de lixo nas ruas, e, criticando-se a autarquia. Estávamos em vésperas de eleições e havia que se deliciasse a potenciar a divulgação desta fotos. A culpa era da Câmara. Um dia em conversas, com alguém, recordei a que essa era uma forma muito negativa de fazer politica. Recordei que isso iria continuar, fosse quem fosse a liderar a autarquia, porque a ‘cultura’ vigente é, essa, que apenas tem por principio exigir do Poder Local, mas, na prática, demite-se de cumprir o minimo que é cumprir a responsablidade social, o dever de cada cidadão respeitar o que é de todos – o espaço comum. Recordei esses dias pré-eleitorais, esse tempo feiti de chico espertismo. É o que temos. É vida.
A obra e a estratégia
Uma das coisas que hoje registei, nessas tretas que fazem o quotidiano das redes sociais, onde muitos pensam que é o lugar de fazer politica, de criar ilusões, de gerir a vida pública. Registei aqule discurso de obras. Um listagem enorme de ditas obras, essas que estão a mudar o Barreiro, as tais que pelo dito, são coisa nunca vista, porque durante quarenta anos ninguém fez obra neste concelho. Até acho bem que se faça a listagem de obras, que se demonstre o que se faz, mau seria nada que nada fosse feito. Sim, notei que algumas coisas da listagem são obra, outras são mera intenção de obra. Umas de ontem. Outras de terceiros. Li com atenção e verifiquei que, nada daquilo era coisa nova, quer no fazer, quer no projectar. Mas, enfim, isso é a politiquice, é a pré- campanha eleitoral. Tudo bem, são obras, senhor são obras, e, se são obras, divulgue-se ou anuncie-se. Isso é positivo. O meu espanto foi o articulista ter uma confusão conceptual, afirmando que a existência de obras era uma prova da existência de estratégia. Que tem uma coisa a ver com a outra?, interroguei-me. Na verdade confundir a existência de obra, com a existência de estratégia é de quem vê na estratégia um mero caderno de encargos. A estratégia é pensamento politico, visão de futuro. A obra é realização de projectos, podem, ou não, inserir-se numa estratégia. Basta só, observar no referido, a pavimentação de ruas. Se isto é estratégia, então, certamente, a varrição de ruas ser táctica. Coisas. Digam lá que não há estratégia, digam lá...